segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Os primórdios do nosso Museu


"Aquando da criação dos liceus por Passos Manuel, em 17 de
Novembro de 1836, estabelecia-se que em "cada uma das capitais dos
Distritos Administrativos do Continente do Reino e do Ultramar, haverá um
liceu que será denominado Liceu Nacional" (artº 40) e que em cada liceu
deveria haver "uma biblioteca que servirá para uso dos professores e alunos"
(artº 67), "um jardim experimental destinado às aplicações de botânica, um
laboratório químico e um gabinete com três divisões correspondentes às
aplicações da física e da matemática, da zoologia e da mineralogia" (artº 68).
Não foi fácil dar cumprimento a este decreto lei, quer no que respeita aos
edifícios, quer ao seu apetrechamento em equipamento1.
Focalizemo-nos no caso de liceu de Braga. Em relação ao edifício
valeu nas circunstâncias o arcebispo de Braga ter cedido temporariamente
parte das instalações do Seminário de S. Pedro, permitindo o início da
actividade liceal no ano lectivo de 1840-1841. Mais tarde, em 11 de Julho de
1845, o Liceu seria instalado no convento da extinta congregação do Oratório,
aí funcionando até 1921. As condições de funcionamento foram sempre
precárias nos 76 anos de permanência nestas instalações. Do facto dá conta
o reitor em carta dirigida ao Governador Civil de Braga em 14 de Março de
1882, ao invocar a necessidade de instalar os liceus em edifícios que
fugissem ao "estado lastimoso", com a quase "absoluta falta de salas próprias
onde se possa exercer as funções escolares como o ensino, a higyene, a disciplina". 
A situação melhora significativamente com a mudança do liceu em
1921 para o edifício do ex-Colégio do Espírito Santo, possuidor na altura de
"bons" e modernos gabinetes (laboratórios) de Física, Química e História
Natural, embora haja opiniões contraditórias sobre o estado do espólio2.
Relativamente ao material didáctico, no que concerne ao período a que
nos reportamos (final do século XIX e início do século XX), o primeiro
inventário data de 1858 e refere a existência dos seguintes meios: 27 títulos
de livros, a maior parte compêndios propostos e aprovados pelo Conselho do
Liceu, 8 mapas e 5 tábuas cronológicas para as cadeiras de História,
Chronologia e Geografia, alguns modelos para História Natural, como
esqueletos e animais embalsamados, bem como alguns objectos para a
cadeira de Introdução à Física e Química. No ano seguinte, regista-se a
aquisição de uma lousa grande em pedra para prática de cálculo, de uma
tábua pintada de preto "apropriada à escripturação pratica de lingoas", de
microscópio e da câmara escura.
O inventário do mobiliário e equipamento das salas de aula do liceu,
em 1859, ajuda-nos a compreender o tipo de método e de pedagogia
utilizada: 3 cadeiras de professor em forma de púlpito, 6 capachos para os
pés, escarradeiras, 70 bancos para os alunos, 4 campainhas, uma sineta,
uma lousa grande em pedra, uma tábua pintada de preto e 2 ampulhetas.
O ambiente escolar era, assim, parco em recursos didácticos. A juntar
a isso, refere-se na introdução do relatório de actividades do ano de 1882, os
recursos "estão amontoados em armários na casa da aula e d'ali se vão
tirando quando são precizos", afirmando-se ainda que "não se tem feito
aquisição de material nos últimos cinco anos" e que de uma forma geral "o
ensino prático é limitado pela lições teóricas". Nos anos seguintes, as
entradas de relevo consistem na aquisição, em 1882, de uma lanterna mágica
com 24 estampas de vidro e de um exemplar do telégrafo, em 1886, recursos
utilizados como objectos de demonstração para a cadeira de Física e não
como meios de comunicação."
As tecnologias de informação e comunicação
nas reformas educativas em Portugal
Bento Duarte da Silva
Universidade do Minho, Portugal
(documento completo)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Relatório do GAVE sobre os Testes Intermédios


relatoriogave

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

100 anos da SPQ e Ano Internacional da Química

2011 vai ser um ano importante para a Química pois celebra-se o Ano Internacional da Química e o centenário da Sociedade Portuguesa da Química (criada a 28/12/1911)e o centenário da atribuição do Prémio Nobel da Química a Marie Curie pela descoberta do rádio e do polónio.
Entre 3 e 6 de Julho decorrerá em Braga, no Parque de Exposições, o Encontro Nacional da Química, organizado pela SPQ e pela Universidade do Minho.

sábado, 18 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Física e marketing

Física e ‘Marketing’ não parecem ter muito em comum, mas Dan Cobley é apaixonado por ambos. Ele reúne estes improváveis companheiros sob a ótica da segunda Lei de Newton, do Princípio da Incerteza de Heisenberg, do Método Científico, bem como da segunda Lei da Termodinâmica, para explicar as teorias fundamentais de construção de uma marca.

Uma geometria de coisas que nao tinham geometria




Benoit Mandelbrot (20 Novembro de 1924, 14 de Outubro de 2010), o "pai" dos fractais, acaba este TEd talk afirmando:
"Maravilhas surpreendentes surgem de coisas simples que ao repetidas infinitamente"

sábado, 13 de novembro de 2010

Obtenção de novas fontes de raios-X de elevado brilho e mais compactas


Obtenção de novas fontes de raios-X
de elevado brilho e mais compactas
Equipa do IST publica artigo na «Nature Physics»
2010-10-24
Radiografia de um peixe obtida pela fonte de raios-X baseada num acelerador laser-plasma
Radiografia de um peixe obtida pela fonte de raios-X baseada num acelerador laser-plasma
Uma equipa de investigadores, do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) do Instituto Superior Técnico (IST), constituída por Joana Martins, Samuel Martins, Ricardo Fonseca e Luís Oliveira e Silva, inserida numa colaboração Imperial College – Universidade de Michigan – IST, publicou um artigo na reconhecida revista científica internacional «Nature Physics» com a demonstração experimental da fonte de raios-X com elevada coerência espacial, e baseada em aceleradores laser-plasma, mais brilhante conseguida até hoje.

O método de geração de raios-X de elevado brilho agora demonstrado poderá ter grande impacto na imagiologia em medicina, biologia e ciência dos materiais, permitindo obter imagens de elevada resolução de fenómenos ultra-rápidos e, no futuro, de sistemas biológicos “in vivo”.

Artigo completo em Ciência Hoje

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Arte e Ciência

Sob o pretexto de pensar o estado actual das virtualidades da ciência e da técnica e as suas repercussões no mundo cultural e social, João Lobo Antunes coordenou a “XIV Conferência do Equinócio – O Admirável Mundo Nosso”, onde o arquitecto Eduardo Souto Moura, o musicólogo Rui Vieira Nery, o biólogo molecular João Ferreira e o matemático António Machiavelo foram os conferencistas.


Matemática: uma ciência democrática


António Machiavelo promoveu a importância da matemática (clique para aumentar)
António Machiavelo promoveu a importância da matemática (clique para aumentar)
António Machiavelo começou por realçar as semelhanças entre a música e a matemática, nomeadamente no que respeita à partilha de alguns termos específicos de ambas as áreas.

Numa intervenção recheada de emoção, o docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) explicou que o afastamento dos mais jovens face a esta disciplina deve-se à falsa implicação de que “se a matemática é difícil, é só para alguns”. Esta pressuposição é, na opinião de Machiavelo, “absurda”. Embora reconheça a dificuldade desta ciência exacta, diz que todas as coisas interessantes são difíceis e não têm de ser aplicadas a elites, mas trabalhadas.

Segundo este especialista, licenciado em matemática pura, esta ciência é um teste ao limite intelectual humano que treina e educa o raciocínio, estimulando o espírito crítico. Além disso, clarifica o “papel essencial e absolutamente democrático” da demonstração e desperta o prazer e a auto-confiança humilde.

“Corresponde a algo real a que acedemos através da nossa intuição. Beneficia das adaptações evolutivas da nossa espécie, ajuda a construir instrumentos e a desenvolver noções usando simbioticamente a experiência e a razão, que são destiladas em conceitos que permitem o avanço”, resumiu.

Para reforçar a importância da matemática, este admirador de números lembrou o “milagre das suas aplicações”, que vai desde a descoberta de Neptuno à teoria da relatividade, que é utilizada hoje em dia no GPS. Além disso, acrescentou que esta ciência “captura elos profundos entre coisas que parecem diferentes, mas que são apenas os dois lados da mesma moeda”.

Ler o artigo completo aqui

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Se eu fosse ... cientista


Imaginem-se um cientista de não importa que data, área científica e país. Contar a sua história em três momentos cruciais da vida é o desafio que Ciência Hoje e Ciência Viva propõem. Este é o terceiro concurso consecutivo lançado em parceria depois de «Na Senda de Darwin» e «Faz Portugal Melhor!», sendo que a este último concorreram inicialmente 700 equipas.

«Se eu fosse... cientista!», com arranque a 29 de Setembro e com a final a disputar-se em 21 de Maio de 2011 no Casino da Figueira da Foz, é um apelo à capacidade de investigação e à imaginação de todos os jovens do Ensino Secundário.

Nas edições anteriores os vencedores viajaram até às ilhas Galápagos, Nova Iorque e Cabo Verde. Os prémios desta nova competição serão anunciados até ao final de 2010.

Basicamente assente em três momentos - antes, durante e depois - o actual concurso pretende entusiasmar os jovens para o conhecimento da vida e do trabalho dos heróis da ciência. Texto, vídeo e áudio são os meios à disposição dos concorrentes que, pela primeira vez nos nossos concursos, podem criar blogs no Ciência Hoje podendo, assim, aumentar a sua pontuação.

Os trabalhos sobre investigadores portugueses serão valorados: é uma forma de promovermos a ciência feita em Portugal e de procurar despertar a curiosidade dos jovens pelos seus trabalhos.

Nos próximos dias serão divulgados a imagem do concurso e mais dados. É, pois, a altura de se reunirem, constituírem as equipas e prepararem a vossa participação. Também nos próximos dias será posta à disposição em Ciência Hoje a página do concurso, onde tudo acontecerá.

Devem, entretanto, ler com cuidado o Regulamento do concurso - um pouco complexo - e encararem de frente o desafio que vos é proposto para os próximos meses.



Mais informações aqui

Simetria Passo a Passo




COLÓQUIO DO CENTRO DE MATEMÁTICA
Local: Anfiteatro da Escola de Ciências
Dia: 15 de Novembro
Orador: Ana Cannas da Silva (Insituto Superior Técnico, Lisboa)
Hora: 16h
Titulo: Simetria Passo a Passo



Resumo: Não é preciso saber matemática para apreciar cada simetria que nos rodeia e atrai na natureza, na arte, na ciência, no dia-a-dia. Mas um pouco de matemática permite compreender o todo das simetrias dos frisos e padrões no plano. Para tal, recorre-se apenas a aritmética básica (como somar fracções) e à noção de característica de Euler que pode ser explicada intuitivamente. Passo a passo, esta palestra foca o Teorema Mágico da classificação de simetrias que todos podem descobrir.


Entrada livre

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cubo de Rubik tem solução universal: 20 movimentos



Encontrar a solução para o cubo de Rubik já deu voltas à cabeça de milhões de pessoas em todo o mundo. Muitas nunca conseguiram completar o jogo criado em 1974 pelo arquitecto húngaro Ernõ Rubik.

Em 1981, o matemático Morwen Thistlethwaite chegou a um algoritmo capaz de resolver qualquer posição do cubo mágico em 52 movimentos. Desde então, o número tem vindo a ser reduzido – a última vez, em 2008, para 22.



Graças à ajuda da Google, investigadores da Universidade de Kent anunciaram o número final: 20 movimentos, nem mais nem menos.

Os cientistas determinaram que existem mais de cem mil posições iniciais e as soluções, na sua maioria, não podem requerer mais de 15 e 19 movimentos. No entanto, algumas combinações obrigam a realizar 20 voltas.
Morley Davidson, responsável pela investigação, explicou que o número de movimentos era apenas uma crença, já que ninguém tinha conseguido demonstrar esse número. Quando começou o projecto, o cientista de Kent suspeitava que qualquer jogador necessitaria de pelo menos 21 movimentos para solucionar o cubo.
Davidson e a sua equipa começaram por dividir todas as possibilidades em 2.200 milhões de grupos, cada um com 20 mil milhões de posições distintas. Inicialmente, descartaram todas as opções que poderia duplicar-se e usaram ainda a simetria para reduzir combinações idênticas.
Google ajuda no cálculo


Deste modo, a equipa britânica conseguiu reduzir as opções iniciais até aos 56 milhões de possíveis combinações. Tento em conta a quantidade de tempo que era necessário para os computadores realizarem esta operação, os investigadores decidiram pedir ajuda à Google.
Morley Davidson
Morley Davidson
“Ainda não sabemos que máquina utilizaram”,
afirma Davidson, sabendo que para este processo seria necessária a participação se um super computador.
Com os resultados, os investigadores podem afirmar que 20 era o ‘número de Deus’, já que as opções de solucionar o cubo com mais movimentos “caíram em dígitos mínimos”.


“Para mim encerrou-se o ciclo, que começou com um dos ícones dos anos 80, o cubo de Rubik”, afirmou Davidson.
Os resultados iniciais do estudo estão publicados on-line no site www.cube20.org/.


Em Ciência Hoje

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fazer contas ajuda a pensar?



Do ponto de vista da Psicologia Cognitiva, discutir-se-á o que se sabe sobre o raciocínio matemático, a formação do conceito de número, a resolução de problemas e o papel da rotina na aprendizagem, procurando explicitar-se como se deve aplicar este conhecimento na prática educativa.
Do ponto de vista da Matemática, discutir-se-á o papel dos exercícios e da resolução de problemas no ensino e na aprendizagem e os vários tipos de exercícios, problemas e desafios que devem ser utilizados na sala de aula.


A 9 de Novembro no Porto. Mais informações aqui

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

UNIVERSCIENCE


       

                            <div class="alt"><a href="http://www.universcience-vod.fr/media/979/la-simulation-numerique-de-la-qualite-de-l-air.html" target="_blank" title="La simulation numérique de la qualité de l&#8217;air ">La simulation numérique de la qualité de l&#8217;air <img alt="La simulation numérique de la qualité de l’air " border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_u2q1CUi-VR9uEwU75mmQT2YmwhN-ZR4vJa088vZSPv-_9iZDXO6z93UJF07dXxbx9cWzdaOlRJXjtS4cXgMZeVXSROjJvp20zibk_S3PGu1bmjgyB7tT3Ipp-e8ZDvZPFwHB6U-ENbYii-XamXrvilaz_ier3sEFJjPGecbsnbBfemINpKY1PM1UnwrjvVvw=s0-d"></a> <p>Les&nbsp; <a href="http://www.universcience-vod.fr//index.php/tag/polluants.html">polluants</a>&nbsp; atmosphériques, par exemple l' <a href="http://www.universcience-vod.fr//index.php/tag/ozone.html">ozone</a>&nbsp; ou les particules fines, sont émis, transportés dans l'atmosphère et réagissent chimiquement entre eux. La modélisation numérique, qui consiste à réaliser une maquette de l'atmosphère, permet d'étudier la qualité de l'air, de produire des prévisions quotidiennes ou encore de simuler des épisodes de&nbsp; <a href="http://www.universcience-vod.fr//index.php/tag/pollution.html">pollution</a>&nbsp; comme l'accident de Tchernobyl. Des méthodes sont développées pour analyser les résultats des modèles numériques, pour estimer leurs incertitudes et les réduire.</p><p>Auteur scientifique : Vivien Mallet</p><p><a href="http://videotheque.inria.fr/videotheque/doc/571" target="_blank" title="Aller au site de l INRIA">Lien de téléchargement</a></p><p>&nbsp;</p></div>&nbsp;&nbsp;&nbsp;





Muitos filmes e animações interessantes em UNIVERSCIENCE